EM JUNQUEIRÓPOLIS. Mãe acusada de tentar asfixiar a própria filha de sete meses vai para Tremembé

Até à tarde de ontem, a mulher de 39 anos, estava presa na cadeia em Dracena: criança segue sob cuidados do Conselho Tutelar

Publicado em: 14/03/2019 09:03
Dr. Eliandro dos Santos, delegado responsável pela apuração do caso que comoveu a cidade e região (Divulgação)

Dr. Eliandro dos Santos, delegado responsável pela apuração do caso que comoveu a cidade e região (Divulgação)

Na quarta-feira à noite, em Junqueirópolis, uma mulher de 39 anos foi presa, após supostamente tentar matar a filha de sete meses por sufocamento.

A criança de sete meses foi levada ao Pronto Atendimento Municipal de Junqueirópolis, por uma assistente social do município, em razão de suspeita de fratura. A família foi acionada e a avó compareceu ao local e quis levar embora a neta, que estava internada na Santa Casa, o que não foi permitido pelas equipes. O hospital chamou a Polícia Militar via Copom.

De acordo com a PM, uma das funcionárias da Santa Casa ouviu a criança chorar e foi até a sala, onde ambas estavam, quando flagrou a mulher tentando dar leite para a ela enquanto tapava o nariz do bebê. A guarnição deu voz de prisão e conduziu o caso para a delegacia de Junqueirópolis.

POLÍCIA CIVIL

De acordo com o delegado de Junqueirópolis, Eliandro dos Santos, foi instaurado inquérito para apurar os fatos.

Tanto a enfermeira e as acompanhantes ouvidas confirmaram que enquanto a mãe dava leite para a criança com a mamadeira, obstruía o nariz do bebê. A suspeita é de que ela tentava asfixiar a filha.

Ainda de acordo com o delegado, a mãe relatou que a fratura da criança foi em razão de uma queda da cama e alegou que segurava a bochecha da filha como uma forma da criança ingerir mais alimento uma vez que ela tinha dificuldade para ganhar peso. Todavia há informações de histórico de maus tratos.

O delegado informou que o caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado e a mulher foi levada para a cadeia de Dracena, onde aguarda a audiência de custódia, no Fórum de Junqueirópolis.

O delegado informou ao JR que o Poder Judiciário decidiu por manter a mulher presa. Ela aguardava vaga para presídio em Tremembé.

A criança conforme disse dr. Eliandro, está internada na Santa Casa de Junqueirópolis, e sob os cuidados do Conselho Tutelar. A Polícia Civil tem 30 dias – prorrogáveis – para concluir o inquérito.



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