A presença de um pai

Publicado em: 06/08/2020 08:08

Educar não é tarefa fácil e os pais nunca foram treinados para isso. Assim, repetem os erros e acertos da educação que tiveram dos seus pais e avós. Porém, o mais relevante neste processo é a conscientização da importância da presença de um pai na vida do filho. Presença esta com significado de qualidade, apesar das adaptações aos tempos atuais. Há alguns pais, por exemplo, que moram em outras casas, formaram outras famílias, porém são mais presentes, interessados no dia a dia dos filhos, do que muitos que vivem sob o mesmo teto.

Ao longo dos anos, a definição do papel de pai, principalmente a sua função no contexto doméstico, tem passado por muitas transformações, traduzidas em novas configurações familiares. Contudo, mesmo com tais mudanças, seja pela cultura, pelo momento histórico ou pela vida prática, o que ainda permanece é o reconhecimento do quanto a figura paterna, sem dúvida, é fundamental para a estrutura psíquica do ser humano.

Assim, a ausência de um pai, e não me refiro apenas à física, mas principalmente aos que se recusam a estabelecer um vínculo afetivo, desencadeia no filho sentimento de rejeição, insegurança, baixa autoestima com consequências emocionais negativas que podem perdurar por toda vida caso tais sentimentos não forem elaborados ou se a função paterna não for assumida por alguma figura masculina, como tio, avô, etc. O afeto contribui para que a criança tenha uma adequada percepção de si, do mundo, bem como compreensão das regras sociais e das diferenças.

De qualquer maneira, o assunto é extenso, porém, a intenção aqui é que, como dito no início, haja uma reflexão sobre a singular importância da participação do pai no desenvolvimento cognitivo e emocional do filho. Nessa perspectiva, a presença paterna não tem a ver com quantidade e sim com tempo qualitativo, com suporte, mesmo para os que estão geograficamente distantes, mas que demonstre real interesse pelo mundo dos seus filhos.


Ser pai vai muito além da imagem tradicional que conhecemos. Há outras possibilidades e que incluem os solteiros, os separados, os viúvos, os casais homoafetivos, os adotivos, e tantas outras formas de ser. Não importa. Desde que o amor seja o denominador comum no exercício da paternidade.

Feliz Dia(s) dos Pais!

créditos: Joselene L. Alvim- psicóloga



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