Ansiedade: o que fazer durante uma crise e 25 sintomas

Publicado em: 03/02/2020 10:02

Visão Geral
O que é Ansiedade?
A ansiedade é uma emoção normal ao ser humano, e surge comumente ao enfrentarmos situações estressantes. Porém, a ansiedade excessiva pode se tornar uma doença (CID 10 F41.1), fazendo com que sintamos preocupação e medo extremo diante de situações simples da rotina.

Relação entre medo e ansiedade
A ansiedade é algo muito próximo da preocupação. E preocupação nada mais é do que um aspecto do medo, um temor de que as coisas não saiam como nós gostaríamos. Todos esses componentes são necessários para a nossa evolução e sobrevivência. Entretanto, o que não pode ocorrer é um exagero de qualquer um deles.

O tempo prolongado de ansiedade (a chamada ansiedade crônica) aumenta o nível de tensão e o estresse interno e pode levar ao surgimento do medo específico ou até mesmo irreal.

Instinto básico de fugir ou lutar
A ansiedade é, basicamente, uma resposta do corpo vinda do sistema nervoso autônomo, que age independente do nosso pensamento racional, como um reflexo.


Ele tem a porção simpática, que tem reações de resposta ao estresse, preparando o corpo para fugir ou lutar em uma situação de perigo.


Isso ocorre com a liberação de adrenalina, que causa reações como:

Acelerar os batimentos cardíacos e contrair os vasos sanguíneos, para levar o sangue mais rapidamente
Dilatar os brônquios, para aumentar a respiração e o consumo de oxigênio
Diminuir a motilidade do intestino, para guardar energia para outras ações
Dilatar as pupilas, para melhorar a visão mesmo em pouca luz
Aumentar a liberação da glicose no sangue, para dar mais energia às células.
A liberação do cortisol também ocorre neste processo, o que traz alguns outros impactos ao corpo, como aumento da gordura corporal, inibição do muco da parede gástrica e trazendo fadiga ao cérebro.

Sintomas
Sintomas de Ansiedade
A ansiedade e seus transtornos podem causar sintomas tanto mentais quanto físicos, que atrapalham o dia a dia de diversas formas. Veja quais são os principais:

Sintomas psicológicos da ansiedade
Constante tensão ou nervosismo
Sensação de que algo ruim vai acontecer
Problemas de concentração
Medo constante
Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o objeto de tensão
Preocupação exagerada em comparação com a realidade
Problemas para dormir
Irritabilidade
Agitação dos braços e pernas.

Sintomas físicos da ansiedade
Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração
Respiração ofegante ou falta de ar
Aumento do suor
Tremores nas mãos ou outras partes do corpo
Sensação de fraqueza ou cansaço
Boca seca
Mãos e pés frios ou suados
Náusea
Tensão muscular
Dor de barriga ou diarreia.
Ataques de pânico
Os ataques de pânico são uma reação comum aos transtornos de ansiedade, principalmente na síndrome do pânico. Suas principais características são:

Sensação de nervosismo e pânico incontroláveis
Sensação de morte
Aumento da respiração
Aumento da frequência cardíaca
Tonturas e vertigens
Problemas gastrointestinais.
Em alguns casos, os sintomas físicos são tão intensos que podem ser confundidos com doenças como infarto e outros eventos cardiovasculares.

Em alguns casos, os sintomas físicos são tão intensos que podem ser confundidos com doenças como infarto e outros eventos cardiovasculares.


Relação entre ansiedade e depressão
Muitas pessoas acreditam que ansiedade e depressão são quadros opostos como muita gente acredita, eles inclusive têm sintomas muito semelhantes, como:

Medos
Insônia
Insegurança
Dificuldades de concentração
Irritabilidade.
Percebendo isso, dá para notar que elas podem ocorrer juntas.

Um estudo, que ficou conhecido como Kendell, mostrou que diagnóstico de depressão passa para a ansiedade em 2% dos casos, enquanto os casos de ansiedade se tornam depressão em 24%.

Uma explicação para isso é que os pensamentos negativos que o ansioso têm sobre si mesmo podem ser gatilhos para a depressão.

Além disso, grande parte das pessoas com transtornos de ansiedade evitam as situações que podem desencadear sintomas e, com isso, passam a viver de forma muito restrita, como não sair de casa sozinho, não participar de encontros e outros eventos sociais, ficar preocupado com tudo e acabar não fazendo nada, e por aí vai. Quanto mais a ansiedade abala a vida de uma pessoa, maior a chance de ela ficar deprimida.

Por fim, tanto a ansiedade quanto à depressão costumam estar ligadas a disfunção de neurotransmissores chamado monoaminas, que englobam a serotonina.

Como diferenciar crises de ansiedade de ataques do coração
A ansiedade causa sintomas como taquicardia, tonturas e dor física, semelhantes aos de doenças cardiovasculares. Por isso, muitas pessoas acabam sendo hospitalizadas durante os picos do distúrbio emocional.

Visão Geral
Tipos
Existem diversos tipos de distúrbios de ansiedade. Os mais comuns são:

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)
O transtorno de ansiedade generalizada (conhecido pela sigla TAG) ocorre quando a ansiedade persiste por longos períodos de tempo e passa a interferir nas atividades do dia a dia.

O principal sintoma do quadro é a “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”.

Síndrome do pânico
A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente.

Quem sofre do síndrome do pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração.

Fobia social
Esse distúrbio é caracterizado pelo extremo desconforto e pavor com situações sociais como ambientes novos, desconhecidos e cheios de pessoas estranhas; encontros sociais; falar em público; e outras situações do tipo.

São pessoas que ficam apavoradas com a ideia de ir a uma festa ou a qualquer outro evento social, pessoas que, de tanto medo que sentem, muitas vezes chegam ao ponto de evitar todo e qualquer tipo de contato social.

Esse comportamento é característico de um distúrbio conhecido popularmente como fobia social, ou transtorno da ansiedade social. 

Fobias específicas
A fobia é um medo persistente e irracional de um determinado objeto, animal, atividade ou situação que represente pouco ou nenhum perigo real, mas que, mesmo assim, provoca ansiedade extrema.

A fobia não segue uma lógica propriamente dita, e a ansiedade nesses casos é incoerente com o perigo real que aquilo representa.

Existem diversos tipos, como:

Claustrofobia - medo de lugares fechados
Aracnofobia - medo de aranhas
Agorafobia - medo de ficar sozinho em lugares amplos ou públicos
Acrofobia - medo de altura
Aicmofobia - medo de agulhas
Catsaridafobia - medo de barata
Coulrofobia - medo de palhaços.
Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)
O transtorno obsessivo-compulsivo, conhecido popularmente pela sigla TOC, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade. Sua principal característica é a presença de crises recorrentes de pensamentos obsessivos, intrusivos e em alguns casos comportamentos compulsivos e repetitivos.

Analogicamente falando, uma pessoa com TOC é como um disco riscado, que repete sempre o mesmo ponto daquilo que está gravado. Pacientes com este transtorno sofrem com imagens e pensamentos que os invadem insistentemente e, muitas vezes, sem que consiga controlá-los ou bloqueá-los.

Para essas pessoas, a única forma de controlar esses pensamentos e aliviar ansiedade que eles provocam é por meio de rituais repetitivos, que podem muitas vezes ocupar o dia inteiro e trazer consequências negativas na vida social, profissional e pessoal. 

Transtorno de estresse pós-traumático
O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais.

Esse quadro ocorre devido à pessoa ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando ele se recorda do fato, revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez.

Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.

Ansiedade noturna
A ansiedade noturna está relacionada à privação de sono, reduzindo a qualidade de vida de quem sofre com o problema.

De acordo com informações da Associação de Ansiedade e Depressão da América (ADAA), 50% dos adultos afirmam experienciar maiores níveis do distúrbio emocional durante a noite.

Para muitas pessoas, a hora de dormir pode ser o único momento em que é possível refletir sobre a rotina. Por conta disso, tendemos a pensar em preocupações e antecipar o que devemos fazer no dia seguinte.

Consequentemente, nossa mente entende o momento de deitar-se na cama como um fator estressante, o que aumenta nossos níveis de adrenalina no período noturno, e impossibilita o sono.

Causas
Não se sabe ao certo por que algumas pessoas são mais propensas à ansiedade descontrolada do que outras. Alguns dos fatores que podem estar envolvidos nisso são:

Genética, ou seja, histórico familiar de transtornos de ansiedade
Ambiente, por exemplo passar por algum evento traumático ou estressante
Mentalidade ou modelo de pensamento, ou seja, a forma como a pessoa estrutura seus pensamentos ou linhas de raciocínio e, consequentemente, encara as situações do dia a dia
Doenças físicas.
Entre as doenças físicas que podem estar relacionadas à ansiedade, encontramos:

Problemas cardiovasculares, como as arritmias cardíacas
Doenças hormonais, como hipertireoidismo ou o hiperadrenocorticismo (aumento de atividade da glândula adrenal)
Problemas respiratórios, como o DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)
Dores crônicas
Abuso de drogas, álcool ou medicações como os benzodiazepínicos.
Até mesmo eventos como concussões, tumores cerebrais, excesso de cortisol pelo corpo e infecções por bactérias chamadas estreptococos podem se assemelhar à ansiedade.

Por isso é importante buscar um psiquiatra para que ele pesquise se não há causas físicas por trás de seu problema de ansiedade.

Fatores de risco
Algumas pessoas são mais propensas a terem distúrbios de ansiedade. Os principais fatores de risco são:

Eventos traumáticos na infância ou mesmo vida adulta
Estresse relacionado a doenças físicas sérias
Acúmulo de estresse
Tipo de personalidade, já que algumas pessoas tem uma personalidade naturalmente ansiosa, como os perfeccionistas e os controladores
Abuso de substâncias, como álcool, cigarro e drogas ilícitas.



Qualquer reclamação, dúvida, comentário ou sugestão são bem vindos.

0800-7723010 | (18) 3851-9020 | (18) 99708-1491

Av. 09 de Julho, 683 - Conj.22 - Centro - Tupi Paulista

[email protected]



Todos os direitos reservados - Permitida a reprodução do conteúdo deste portal desde que autorizada.

Precisando de Internet? Conheça a abcRede Telecom.