14 mitos clássicos em que continuamos acreditando

Lendas urbanas crescem com a Internet, mas por isso é mais fácil desmenti-las

Publicado em: 25/04/2018 08:04

A Internet divulga rumores, mitos e lendas urbanas a toda velocidade. Mas também é um meio idôneo para desmenti-los. O site Snopes faz isso desde 1995. Não estão sozinhos: no ano passado, o site Information is Beautiful elaborou um infográfico com 52 dos mitos mais difundidos e o Mental Floss costuma publicar vídeos desmentindo mitos e crenças populares, como este dedicado à ciência. Recolhemos outros 58 exemplos neste artigo, com links que ampliam (e inclusive contextualizam) a informação em muitos dos meios de comunicação e sites que se dedicam a nos lembrar que, frequentemente, estamos errados.

1. Só usamos 10% de nosso cérebro. Um mito que resiste a morrer e que é inclusive o ponto de partida de filmes recentes como Lucy. O jornal The Guardian chama-o de “o maior mito sobre o cérebro da história”: 48% dos professores britânicos acreditam. Segundo o Snopesnem mesmo sua origem está clara. O certo é que usamos todas as áreas de nosso cérebro, até quando estamos descansando.

2. Os neurônios não se regeneram. Desde os anos 90 há provas de que o cérebro tem capacidade de regeneração, pelo menos em alguns casos e inclusive depois de um infarto cerebral, graças à neurogênese.

3. Um dos hemisférios do cérebro é dominante e isso determina se formos mais artísticos ou mais racionais. É verdade que certas áreas do cérebro são especializadas: a linguagem é processada no hemisfério esquerdo, por exemplo. Mas não é verdade que um dos hemisférios domine sobre o outro, por melhor que alguém seja com as palavras.

4. As partes da língua estão especializadas em diferentes sabores. Embora seja algo que muitos aprendemos quando crianças, os receptores de sabor estão distribuídos por toda a língua. Como apura o New York Times, sim poderia haver diferenças em como homens e mulheres detectamos os sabores amargos, doce, salgados e ácidos. Além disso, há um quinto sabor, umami, que significa “saboroso” e que está presente nas proteínas.

5. O álcool esquenta o corpo. As bebidas alcoólicas dão sensação de calor, mas o álcool baixa a temperatura corporal, por isso é realmente perigoso beber álcool quando faz muito frio. O mesmo acontece com o café, segundo o Mental Floss.

6. E mata neurônios. Embora algumas manhãs pareça que os gin tônicas da noite anterior tenham arrasado nosso cérebro, o álcool não chega a matar neurônios. Mas o consumo excessivo durante muito tempo pode danificar as conexões entre essas células e causar atrofia e degeneração (reversíveis).

7. O frio causa resfriados. Os resfriados são provocados por um vírus que viaja por via aérea “através das gotículas originadas ao falar, tossir ou espirrar”, não pelo frio em si. Como acrescenta a OCU, quando faz frio, passamos mais tempo em espaços fechados e em áreas comuns (escolas e escritórios). Além disso, nas regiões com pouca umidade, as fossas nasais secam mais facilmente. Tudo isto contribui para facilitar o contágio. (Além disso e como nos avisam no Twitter, o frio pode debilitar o sistema imunológico, o que abre a porta para os resfriados).

8. E a vitamina C os previne. Não há nenhuma prova que confirme esta relação, mas é verdade que uma alimentação saudável, com frutas e vitamina C, nos ajuda a manter a saúde. Também é verdade que a vitamina C pode ajudar a reduzir o tempo da doença, segundo alguns estudos.

9. As unhas e o cabelo continuam crescendo depois da morte. Um cadáver não pode produzir novas células. A BBC explica que a pele em volta das unhas se desidrata e por isso elas parecem mais longas. O mesmo ocorre com a pele do queixo, o que faz parecer que a barba cresceu. Dá medo do mesmo jeito.

10. Estalar os dedos causa artrite. Esse ruído nas articulações dos dedos é produzido por bolhas de gás acumuladas ali e não tem efeitos nocivos.

11. Um chiclete engolido demora sete anos para ser digerido. Esta advertência que todos ouvimos quando crianças é falsa: os chicletes não ficam grudados no estômago ou no intestino, nem demoram mais para serem eliminados, mas, como lembra o Snopes, “chegam ao outro lado sem mudanças substanciais”.

12. Temos cinco sentidos. Além dos cinco sentidos tradicionais já catalogados por Aristóteles, temos uns quantos mais: entre 9 e 20, dependendo da definição usadaEntre eles a autopercepção, que nos permite saber onde estão as diferentes partes de nosso corpo, os sentidos de temperatura, da dor e do equilíbrio. Alguns apontam que o mais fácil é dividi-los em três grupos: mecânicos (tato, ouvido e autopercepção), químicos (paladar, olfato e os sentidos internos) e a luz.

13. Cortar o cabelo (e barbeá-lo) torna-o mais forte. É uma impressão passageira, porque cada fio de cabelo acaba em ponta, mas o corte é feito na parte mais espessa.

14. O estresse faz você ficar de cabelos brancos. Não exatamente: o estresse provoca queda de cabelo e o cabelo com pigmento é mais fraco, por isso são esses que caem, enquanto os brancos permanecem. Quer dizer, se já tiver cabelos brancos, o estresse o deixará só com esses. Se não tiver, corre o risco de ficar careca.

Fonte: El Pais.



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